quinta-feira, 5 de março de 2020

Medidas e Tratamento da informação na Educação Infantil

ESTUDOS DE MEDIDAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Jéssica da Costa Ricordi
Resumo
O artigo objetiva relatar uma sequência didática realizada no CEI Pipa Encantada – Curitiba – PR, com crianças de três e quatro anos de uma turma de maternal. A sequência teve como propósito oportunizar momentos de experimentação com as noções de medidas, visando às descobertas das crianças através das atividades e situações propostas. As crianças em questão, já haviam participado de um projeto com as mesmas bolsistas, no qual tiveram algum contato com o tema, pois haviam trabalhado com Noções de Velocidade, onde puderam analisar medidas de velocidade, aceleração, distância, entre outros. As crianças eram pequenas e assim como no projeto anterior demonstraram dificuldade de abstração dos conceitos aprendidos, contudo, surpreenderam a todos os envolvidos com as hipóteses que levantavam, foram analisados registros e relatos das crianças para observar esta evolução de compreensão das mesmas. Elas problematizavam as questões antes mesmo de serem questionadas. Os registros pictóricos e orais foram de extrema importância para que as bolsitas pudessem analisar o quanto as crianças haviam compreendido dos conceitos apresentados a elas. O projeto possibilitou uma experiência singular às bolsistas envolvidas, pois tiveram a oportunidade de relacionar questões do cotidiano das crianças e suas brincadeiras ao ensino da matemática. O PIBID contribui imensamente para a formação acadêmica e social dos participantes com possibilidades de relacionar teoria e prática em sala de aula. Esse projeto apoia similarmente o trabalho das professoras regentes do CEI, pois estas participaram indiretamente de todas as atividades, auxiliando e analisando as atividades e planejamentos, conhecendo novas tendências e estudos metodológicos, possibilitando desta forma uma constante evolução na forma de ensinar.

Palavras-chave: Medidas. Estudos. Educação Infantil.

Para acessar o texto completo clique no link:   http://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/16026_7443.pdf


A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NA INFÂNCIA EFETIVANDO A EDUCAÇÃO ESTOCÁSTICA
Celi Espasandin Lopes
Debora de Oliveira
Resumo
Este artigo discute a educação estocástica na infância a partir do desenvolvimento de uma atividade com crianças de uma escola pública da rede municipal de São Paulo. Ele decorre de uma pesquisa de doutorado cujo objetivo é analisar como os professores adquirem conhecimentos profissionais sobre os processos de ensino e aprendizagem de estatística e matemática na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental. O projeto tem como fio condutor a investigação sobre o desenvolvimento profissional de professores, quando inseridos em um espaço formativo centrado no processo investigativo e reflexivo promovido pela resolução de problemas. Ao se defrontarem com uma situação problema real, as crianças exercitaram o levantamento de possibilidades e a análise sobre as chances dessas possibilidades e tomaram decisões a partir do levantamento e da representação de dados, desenvolvendo, assim, o raciocínio estocástico. Evidencia-se também que os professores, inseridos em processos de formação sobre a educação estocástica, mobilizam seus conhecimentos para suas ações pedagógicas centradas na problematização, e estas possibilitam à criança uma aprendizagem matemática centrada no estabelecimento de relações e significados.
Palavras-chave: Educação Matemática. Educação Estatística. Infância. Estocástica. Formação de professores.


Para acessar o texto completo clique no link: http://www.sbemrs.org/revista/index.php/2011_1/article/view/39/46

Leitura complementar

Mas que significa medir?
(Pró-letramento Matemática)
Medir significa comparar grandezas de mesma natureza. No processo de medição, alguns aspectos devem ser levados em conta:
·         é necessário escolher uma unidade adequada, comparar essa unidade com o objeto que se deseja medir e contar o número de unidades que foram utilizadas;
·         a unidade escolhida arbitrariamente deve ser da mesma natureza do atributo que se deseja medir, e deve-se levar em conta o tamanho do objeto a ser medido e a precisão que se pretende alcançar nessa medição;
·         quanto maior o tamanho da unidade, menor é o número de vezes que a utilizamos para medir um objeto.
Assim, por exemplo: pode-se pedir para os alunos medirem as grandezas comprimento e largura do tampo de suas carteiras, usando algum objeto como unidade. Eles poderão escolher uma régua, uma borracha ou um lápis.
Os resultados encontrados serão diferentes, em razão da diferença dos objetos escolhidos como unidade de medida. Essa constatação deve ser amplamente discutida com as crianças. Se pedirmos às crianças para medirem o comprimento e a largura de sua sala de aula, provavelmente escolherão outras unidades de medida diferentes das anteriores. Elas poderão medir com os seus pés, com os seus passos ou com uma barra de madeira maior. Com certeza, essas unidades de medidas são mais adequadas para essa medição do que as do exemplo anterior. Quando as crianças usam unidades de medidas como passo, palmo etc., é fundamental discutirmos com elas que, como pessoas têm tamanhos diferentes, encontramos números diferentes para expressar a mesma medida.
Portanto, perguntas do tipo: Qual número encontrado pelos alunos nessa medição é o mais correto?, é respondida da seguinte forma: todos os resultados são igualmente corretos, pois eles expressam medidas realizadas com unidades diferentes. Embora possamos medir qualquer objeto usando padrões não-convencionais de medida, como os pés, o passo, a borracha, etc., deve-se discutir com as crianças a importância e a adequação de adotar-se em certas situações unidades-padrão de medida, que constituem sistemas convencionais de medida e facilitam a comunicação entre as pessoas.

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