quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Retorno em 31/01/2020 - Base Nacional Comum Curricular

CONSENSOS E DISSENSOS ENTRE OS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS E A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

Daniela Jéssica Veroneze
Arnaldo Nogaro 
Fernanda Levandoski da Silva
Simone Fátima Zanoello 

Resumo: As mudanças sociais ocorridas nas décadas de 80 e 90 evidenciaram a necessidade de igualar parte dos currículos escolares, atendendo educacionalmente, de forma mais equiparada, todos os cidadãos brasileiros, pelo fato da universalização da educação básica, pública e laica. Nessa época, reformulou-se a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e foram implantados os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (RCNEI) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Atualmente, discute-se uma nova base comum com perspectiva de aprovação ainda neste ano (2016), a qual substituirá PCN e RCNEI. Este artigo, de caráter bibliográfico, objetiva relatar a história dos currículos de base comum e suas composições, assim como comparar os referenciais curriculares na área de Matemática, compondo-se em introdução, história dos currículos de base comum e suas composições, comparações entre BNCC e RCNEI/PCN na área de Matemática e considerações finais. 
Palavras-chave: Currículo; Base Comum; PCN; BNCC; Matemática.

Para acessar o texto completo clique no link abaixo:
http://www.sbem.com.br/enem2016/anais/pdf/6407_2669_ID.pdf


Leituras Complementares:

1. Processos mentais básicos para aprendizagem da Matemática na educação infantil:
(Extraído de Educação Infantil e percepção matemática, e Sergio Lorenzato)
Correspondência: ato de estabelecer uma relação “um a um”.
·         Um prato para cada pessoa;
·         Cada pé com seu sapato;
Mais tarde a correspondência será exigida em situações do tipo: a cada quantidade, um numeral; a cada posição (numa sequência ordenada), um número ordinal.
A correspondência é um processo mental fundamental para a construção do conceito de número e das quatro operações. Grande parte das dificuldades que as crianças apresentam, na aprendizagem inicial da aritmética, deve-se ao fato de elas não terem compreendido o processo de correspondência em toda sua abrangência.
A fim de facilitar a compreensão desse processo, a correspondência deve ser abordada por etapas. Elas são quatro, com objetivos bem distintos e que visam favorecer:
a)       A percepção visual direta, apresentando uma disposição espacial que ressalta a correspondência ótica, visual, de elemento para elemento.
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b)       A percepção visual indireta, pois a disposição espacial dos elementos de um conjunto é diferente da disposição espacial dos elementos do outro conjunto.
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c)        A correspondência de um elemento de um conjunto, com vários elementos de outro conjunto, e vice-versa.
Ex: dois palhaços, dois chapéus, quatro sapatos e oito botões. A criança deve dar a cada palhaço um chapéu, dois sapatos e quatro botões.
d)       Associação de uma mesma ideia presente em dois objetos diferentes.
Ex: uma cartela com os desenhos de martelo, trem escova de dente, pé e arvore e outra com os desenhos de prego, folha, bota, trilhos e tubo de pasta de dente.

Observação importante: Apesar de a correspondência ser um processo necessário na formação do conceito de número, o fato de uma criança conseguir realizar a correspondência um a um não garante que ela esteja percebendo que os dois conjuntos têm a mesma quantidade de elementos.

Comparação: ato de estabelecer diferenças ou semelhanças.
·         Esta bola é maior que aquela;
·         Moro mais longe do que ela;
·         Somos do mesmo tamanho?
Mais tarde virão: quais destas figuras são retangulares? Indique as frações equivalentes.
Naturalmente, a criança já faz comparações fora da escola:  tamanhos, formas, cores, quantidades. Cabe ao professor, na escola, aproveitar esses conhecimentos para estimular as crianças a encontrar semelhanças e diferenças que caracterizam o que desejam comparar.
O processo de comparação envolve noções elementares como a de tamanho, distância, quantidade, com as quais as crianças convivem desde cedo. Há que se considerar que:
a)       O tipo mais fácil de comparação é aquele entre dois elementos da mesma espécie.
b)       Quando os elementos são de espécies diferentes é necessário cuidado em não apresentar em um mesmo desenho, por exemplo, um grande rato e um pequeno elefante e perguntar: “Qual é maior?” Qualquer resposta seria válida!


c)        Toda comparação entre três elementos é mais difícil.
Por exemplo, comparar o tamanho de uma girafa, um gato e um rato. Está embutida aí a ideia de relatividade: ao mesmo tempo que o gato é menor (que a girafa) é maior (que o rato). Pressupõe também a transitividade: crianças pequenas percebem a relação entre a e b e entre b e c, mas não podem perceber a relação entre a e c.
d)       o processo de comparação pode levar a criança a intuir a adição (e consequentemente, a subtração). Ao perceber que um conjunto A é maior que um conjunto B, “O que se deve fazer para que B tenha a mesma quantidade de A?”
Observe que a pergunta: o que fazer para que fiquem iguais sugere a algumas crianças a repartição (e não a subtração, ou diferença): Se José ganhou 4 bolas e João ganhou 6, tire uma de João e dê a José.
João
José
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●●●●
●●●●●
●●●●●

e)       a noção de igualdade está intimamente relacionada às noções de adição e subtração. Na divisão por dois, convém verificar se as crianças entendem facilmente as expressões “a mesma coisa”, “duas partes iguais”, “igual”, ou se elas preferem “metade”, “a mesma quantidade”, “o mesmo número”. O importante é que elas relacionem “metade” com “duas partes iguais”.
f)        Comparações propostas às crianças devem favorecer quantidades discretas e contínuas:
o    Quantidades contínuas: compostas por partes não distintas, isto é, que são percebidas como um todo. Uma fruta, um copo com água, uma bola de massinha, etc.
o    Quantidades discretas: (ou descontínuas) são compostas por elementos distintos: um conjunto de figurinhas, de bonecas, de tampinhas, etc.
A comparação é fundamental para classificar, seriar, incluir e para a conservação (não variação).

Classificação: ato de separar em categorias de acordo com semelhanças ou diferenças.
·         Na escola, a distribuição dos alunos por turmas;
·         Arrumação de mochila ou gaveta;
·         Dadas várias peças triangulares e quadriláteras, separá-las conforme o total de lados que possuem.
Uma vez realizada a comparação, torna-se possível separar os objetos segundo o que eles têm em comum, ou que têm de diferente. Muitas das dificuldades que surgem na classificação estão no processo de comparação mal realizado. Para classificar é preciso escolher ou determinar um critério, e este baseia-se em um atributo comum aos elementos que serão classificados. A facilitação se dá por meio de auxílio na percepção de semelhanças e diferenças entre os objetos. É preciso que as crianças manuseiem os objetos e descrevam o que observam neles. Pesquisas e conhecimentos advindos da prática docente sugerem que o estabelecimento de critérios perceptuais (cor, forma, tamanho) surge antes e mais facilmente que o estabelecimento de critérios conceituais (que são abstratos).
Em uma escala crescente de dificuldade, poderia se proposto:
1.       Agrupamento de objetos que possuem algo em comum facilmente perceptível. Por exemplo, dadas 2 fichas azuis, 3 verdes e 4 amarelas, todas misturadas, separar as amarelas.
2.       Continuação da classificação por observação: o professor começa a fazer uma classificação sem explicar qual é o critério utilizado e as crianças, por observação, devem continuar a classificar usando o mesmo critério. Por exemplo, 20 ou 30 barras da Escala Cuisinaire de comprimentos 4, 5, 6 e 7 cm, o professor inicia a separação por tamanho (ou cores) e as crianças por imitação devem segui-lo.

































































































































































































































































































































































3.       Classificação de objetos que exige descoberta de um critério. Por exemplo, apresentar ao mesmo tempo uma fruta, uma folha (de árvore) uma borracha e um pedaço de pão. As crianças devem descobrir um critério para separá-los, tal como comestível ou não, mole ou duro, cor, etc.
4.       Classificação dos mesmos objetos por distintos critérios. Por exemplo, classificar os sapatos das crianças por tamanho, depois por cor, depois por tipo (aberto, fechado, de amarrar, etc.).
5.       Classificação dentro de outra classificação:
·         O material que cada criança leva para a escola (para se agasalhar, para comer, para pintar, etc.) pode ser classificado em ficar fora ou dentro da mochila; o material de dentro da mochila pode ser classificado em comestível ou não.
·         Ao chegar das compras do supermercado, escolher o que vai para a geladeira.
·         Dado um conjunto de sólidos geométricos, separá-los por ter ou não pontas, e estes, por rolarem ou não.



Esse último tipo de classificação permite à criança a percepção da inclusão, a ideia de conter e estar contido, de “estar dentro de”, de subconjunto.
Sequenciação: ato fazer suceder a cada elemento um outro sem considerar a ordem entre eles.
·         Chegada dos alunos à escola.
·         Entrada dos jogadores de futebol em campo.
·         Compra em supermercado.
Seriação: ato de ordenar uma sequência segundo um critério.
·         Fila de alunos, do mais baixo ao mais alto;
·         Lista de chamada dos alunos;
·         Numeração das casas na rua;
·         Calendário;
·         O modo de escrever os números (123 é diferente de 321).
Inclusão: ato de fazer abranger um conjunto por outro.
·         Incluir as ideias de laranjas e de bananas em frutas;
·         Meninos e meninas em crianças;
·         Professor e porteiro em trabalhador na escola;
·         Losangos, retângulos e trapézios em quadriláteros.

Conservação: ato de perceber que a quantidade não depende da arrumação ou forma ou posição.
·         Uma roda grande e outra pequena, ambas formadas com a mesma quantidade de crianças;
·         Um copo largo e outro estreito, ambos com a mesma quantidade de água.




2. 


2. A Etapa da Educação Infantil
(Base Nacional Comum Curicular[i])
A Educação Infantil na Base Nacional Comum Curricular
A expressão educação “pré-escolar”, utilizada no Brasil até a década de 1980, expressava o entendimento de que a Educação Infantil era uma etapa anterior, independente e preparatória para a escolarização, que só teria seu começo no Ensino Fundamental. Situava-se, portanto, fora da educação formal.
Com a Constituição Federal de 1988, o atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a 6 anos de idade torna-se dever do Estado. Posteriormente, com a promulgação da LDB, em 1996, a Educação Infantil passa a ser parte integrante da Educação Básica, situando-se no mesmo patamar que o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. E a partir da modificação introduzida na LDB em 2006, que antecipou o acesso ao Ensino Fundamental para os 6 anos de idade, a Educação Infantil passa a atender a faixa etária de zero a 5 anos.
Entretanto, embora reconhecida como direito de todas as crianças e dever do Estado, a Educação Infantil passa a ser obrigatória para as crianças de 4 e 5 anos apenas com a Emenda Constitucional nº 59/2009[1], que determina a obrigatoriedade da Educação Básica dos 4 aos 17 anos. Essa extensão da obrigatoriedade é incluída na LDB em 2013, consagrando plenamente a obrigatoriedade de matrícula de todas as crianças de 4 e 5 anos em instituições de Educação Infantil.
Com a inclusão da Educação Infantil na BNCC, mais um importante passo é dado nesse processo histórico de sua integração ao conjunto da Educação Básica.

A Educação Infantil no contexto da Educação Básica
Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil é o início e o fundamento do processo educacional. A entrada na creche ou na pré-escola significa, na maioria das vezes, a primeira separação das crianças dos seus vínculos afetivos familiares para se incorporarem a uma situação de socialização estruturada.
Nas últimas décadas, vem se consolidando, na Educação Infantil, a concepção que vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável do processo educativo. Nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens, atuando de maneira complementar à educação familiar – especialmente quando se trata da educação dos bebês e das crianças bem pequenas, que envolve aprendizagens muito próximas aos dois contextos (familiar e escolar), como a socialização, a autonomia e a comunicação.
Nessa direção, e para potencializar as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças, a prática do diálogo e o compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de Educação Infantil e a família são essenciais. Além disso, a instituição precisa conhecer e trabalhar com as culturas plurais, dialogando com a riqueza/diversidade cultural das famílias e da comunidade.
As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução CNE/CEB nº 5/2009)[2], em seu Artigo 4º, definem a criança como
“sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura” (BRASIL, 2009).
Ainda de acordo com as DCNEI, em seu Artigo 9º, os eixos estruturantes das práticas pedagógicas dessa etapa da Educação Básica são as interações e a brincadeira, experiências nas quais as crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus pares e com os adultos, o que possibilita aprendizagens, desenvolvimento e socialização.
A interação durante o brincar caracteriza o cotidiano da infância, trazendo consigo muitas aprendizagens e potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar as interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos, é possível identificar, por exemplo, a expressão dos afetos, a mediação das frustrações, a resolução de conflitos e a regulação das emoções.
Tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da Educação Básica propostas pela BNCC, seis direitos de         aprendizagem  e desenvolvimento asseguram, na Educação Infantil, as condições para que as crianças aprendam em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural.
Essa concepção de criança como ser que observa, questiona, levanta hipóteses, conclui, faz julgamentos e assimila valores e que constrói conhecimentos e se apropria do conhecimento sistematizado por meio da ação e nas interações com o mundo físico e social não deve resultar no confinamento dessas aprendizagens a um processo de desenvolvimento natural ou espontâneo. Ao contrário, impõe a necessidade de imprimir intencionalidade                educativa às práticas pedagógicas na Educação Infantil, tanto na creche quanto na pré-escola.
DIREITOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
·         Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas.
·         Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.
·         Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando.
·         Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia.
·         Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens.
·         Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário.
Essa intencionalidade consiste na organização e proposição, pelo educador, de experiências que permitam às crianças conhecer a si e ao outro e de conhecer e compreender as relações com a natureza, com a cultura e com a produção científica, que se traduzem nas práticas de cuidados pessoais (alimentar-se, vestir-se, higienizar-se), nas brincadeiras, nas experimentações com materiais variados, na aproximação com a literatura e no encontro com as pessoas.
Parte do trabalho do educador é refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e monitorar o conjunto das práticas e interações, garantindo a pluralidade de situações que promovam o desenvolvimento pleno das crianças.
Ainda, é preciso acompanhar tanto essas práticas quanto as aprendizagens das crianças, realizando a  observação da trajetória de cada criança e de todo o grupo – suas conquistas, avanços, possibilidades e aprendizagens. Por meio de diversos registros, feitos em diferentes momentos tanto pelos professores quanto pelas crianças (como relatórios, portfólios, fotografias, desenhos e textos), é possível evidenciar a progressão ocorrida durante o período observado, sem intenção de  seleção,  promoção ou classificação de crianças em “aptas” e “não aptas”, “prontas” ou “não prontas”, “maduras” ou “imaturas”. Trata-se de reunir elementos para reorganizar tempos, espaços e situações que garantam os direitos de aprendizagem de todas as crianças.

OS CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS
Considerando que, na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças têm como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, assegurando-lhes os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se, a organização curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos                de          experiências, no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Os campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural.
A definição e a denominação dos campos de experiências também se baseiam no que dispõem as DCNEI em relação aos saberes e conhecimentos fundamentais a ser propiciados às crianças e associados às suas experiências. Considerando esses saberes e conhecimentos, os campos de experiências em que se organiza a BNCC são:
O eu, o outro e o nós – É na interação com os pares e com adultos que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras experiências sociais (na família, na instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e questionamentos sobre si e sobre os outros, diferenciando-se e, simultaneamente, identificando-se como seres individuais e sociais. Ao mesmo tempo que participam de relações sociais e de cuidados pessoais, as crianças constroem sua autonomia e senso de autocuidado, de reciprocidade e de interdependência com o meio. Por sua vez, na Educação Infantil, é preciso criar oportunidades para que as crianças entrem em contato com outros grupos sociais e culturais, outros modos de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais de cuidados pessoais e do grupo, costumes, celebrações e narrativas. Nessas experiências, elas podem ampliar o modo de perceber a si mesmas e ao outro, valorizar sua identidade, respeitar os outros e reconhecer as diferenças que nos constituem como seres humanos.
Corpo, gestos e movimentos – Com o corpo (por meio dos sentidos, gestos, movimentos impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos), as crianças, desde cedo, exploram o mundo, o espaço e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, expressam-se, brincam e produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro, sobre o universo social e cultural, tornando-se, progressivamente, conscientes dessa corporeidade. Por meio das diferentes linguagens, como a música, a dança, o teatro, as brincadeiras de faz de conta, elas se comunicam e se expressam no entrelaçamento entre corpo, emoção e linguagem. As crianças conhecem e reconhecem as sensações e funções de seu corpo e, com seus gestos e movimentos, identificam suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a consciência sobre o que é seguro e o que pode ser um risco à sua integridade física. Na Educação Infantil, o corpo das crianças ganha centralidade, pois ele é o partícipe privilegiado das práticas pedagógicas de cuidado físico, orientadas para a emancipação e a liberdade, e não para a submissão. Assim, a instituição escolar precisa promover oportunidades ricas para que as crianças possam, sempre animadas pelo espírito lúdico e na interação com seus pares, explorar e vivenciar um amplo repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas com o corpo, para descobrir variados modos de ocupação e uso do espaço com o corpo (tais como sentar com apoio, rastejar, engatinhar, escorregar, caminhar apoiando-se em berços, mesas e cordas, saltar, escalar, equilibrar-se, correr, dar cambalhotas, alongar-se etc.).
Traços, sons, cores e formas – Conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas, locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por meio de experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras. Com base nessas experiências, elas se expressam por várias linguagens, criando suas próprias produções artísticas ou culturais, exercitando a autoria (coletiva e individual) com sons, traços, gestos, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, modelagens, manipulação de diversos materiais e de recursos tecnológicos. Essas experiências contribuem para que, desde muito pequenas, as crianças desenvolvam senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade que as cerca. Portanto, a Educação Infantil precisa promover a participação das crianças em tempos e espaços para a produção, manifestação e apreciação artística, de modo a favorecer o desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade e da expressão pessoal das crianças, permitindo que se apropriem e reconfigurem, permanentemente, a cultura e potencializem suas singularidades, ao ampliar repertórios e interpretar suas experiências e vivências artísticas.
Escuta, fala, pensamento e imaginação – Desde o nascimento, as crianças participam de situações comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras formas de interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura corporal, o sorriso, o choro e outros recursos vocais, que ganham sentido com a interpretação do outro. Progressivamente, as crianças vão ampliando e enriquecendo seu vocabulário e demais recursos de expressão e de compreensão, apropriando-se da língua materna – que se torna, pouco a pouco, seu veículo privilegiado de interação. Na Educação Infantil, é importante promover experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, potencializando sua participação na cultura oral, pois é na escuta de histórias, na participação em conversas, nas descrições, nas narrativas elaboradas individualmente ou em grupo e nas implicações com as múltiplas linguagens que a criança se constitui ativamente como sujeito singular e pertencente a um grupo social.
Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com relação à cultura escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros, suportes e portadores. Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As experiências com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e as crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros. Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo hipóteses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida que vão conhecendo letras, em escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão da escrita como sistema de representação da língua.
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – As crianças vivem inseridas em espaços e tempos de diferentes dimensões, em um mundo constituído de fenômenos naturais e socioculturais. Desde muito pequenas, elas procuram se situar em diversos espaços (rua, bairro, cidade etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.). Demonstram também curiosidade sobre o mundo físico (seu próprio corpo, os fenômenos atmosféricos, os animais, as plantas, as transformações da natureza, os diferentes tipos de materiais e as possibilidades de sua manipulação etc.) e o mundo sociocultural (as relações de parentesco e sociais entre as pessoas que conhece; como vivem e em que trabalham essas pessoas; quais suas tradições e seus costumes; a diversidade entre elas etc.). Além disso, nessas experiências e em muitas outras, as crianças também se deparam, frequentemente, com conhecimentos matemáticos (contagem, ordenação, relações entre quantidades, dimensões, medidas, comparação de pesos e de comprimentos, avaliação de distâncias, reconhecimento de formas geométricas, conhecimento e reconhecimento de numerais cardinais e ordinais etc.) que igualmente aguçam a curiosidade. Portanto, a Educação Infantil precisa promover experiências nas quais as crianças possam fazer observações, manipular objetos, investigar e explorar seu entorno, levantar hipóteses e consultar fontes de informação para buscar respostas às suas curiosidades e indagações. Assim, a instituição escolar está criando oportunidades para que as crianças ampliem seus conhecimentos do mundo físico e sociocultural e possam utilizá-los em seu cotidiano.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS  “O EU, O OUTRO E O NÓS”
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
Bebês (zero a 1 ano e  6 meses)

Crianças bem pequenas (1 ano  e 7 meses a 3 anos e 11 meses)

Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)

(EI01EO01)         Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.

(EI02EO01)         Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.

(EI03EO01)         Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.

(EI01EO02)         Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.

(EI02EO02)         Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.

(EI03EO02)         Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações.

(EI01EO03)         Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.

(EI02EO03)         Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.

(EI03EO03)         Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.

(EI01EO04)         Comunicar   necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.

(EI02EO04)         Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

(EI03EO04)         Comunicar   suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.

(EI01EO05)         Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, brincadeira e descanso.

(EI02EO05)         Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças.

(EI03EO05)  Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive.

(EI01EO06)  Interagir com outras crianças da mesma faixa etária e adultos, adaptando-se  ao convívio social.

(EI02EO06)         Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.

(EI03EO06)  Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.


(EI02EO07)         Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto.

(EI03EO07)         Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos.




CAMPO DE EXPERIÊNCIAS  “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
Bebês (zero a 1 ano e  6 meses)

Crianças bem pequenas (1 ano  e 7 meses a 3 anos e 11 meses)

Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)

(EI01CG01)         Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.

(EI02CG01)         Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.

(EI03CG01)  Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos,   sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.

(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.

(EI02CG02)  Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas.

(EI03CG02)  Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.

(EI01CG03)         Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais.

(EI02CG03)         Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações.

(EI03CG03) Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música.

(EI01CG04)         Participar do cuidado do  seu corpo e da promoção  do seu bem-estar.

(EI02CG04)         Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo.

(EI03CG04) Adotar hábitos de autocuidado relacionados a higiene, alimentação, conforto e aparência.

(EI01CG05)         Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.

(EI02CG05)         Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.

(EI03CG05)         Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas.


CAMPO DE EXPERIÊNCIAS  “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
Bebês (zero a 1 ano e  6 meses)

Crianças bem pequenas (1 ano  e 7 meses a 3 anos e 11 meses)

Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)

(EI01TS01)          Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.

(EI02TS01)          Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.

(EI03TS01)          Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas.

(EI01TS02)          Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas.

(EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais.

(EI03TS02)          Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.

(EI01TS03)          Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.

(EI02TS03)          Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.

(EI03TS03)          Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as   em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA,  FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
Bebês (zero a 1 ano e  6 meses)

Crianças bem pequenas (1 ano  e 7 meses a 3 anos e 11 meses)

Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)

(EI01EF01)          Reconhecer quando é chamado por seu nome e reconhecer os nomes de pessoas com quem convive.

(EI02EF01)          Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.

(EI03EF01)          Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.

(EI01EF02)          Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de músicas.

(EI02EF02)          Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos.

(EI03EF02)          Inventar brincadeiras cantadas, poemas e canções, criando rimas, aliterações e ritmos.

(EI01EF03)          Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as páginas).

(EI02EF03)          Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto- -leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).

(EI03EF03)          Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas.

(EI01EF04)          Reconhecer elementos das ilustrações de histórias, apontando-os, a pedido do adulto-leitor.

(EI02EF04)          Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos.

(EI03EF04)          Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história.

(EI01EF05)          Imitar as variações de entonação e gestos realizados pelos adultos, ao ler histórias e ao cantar.

(EI02EF05)          Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc.

(EI03EF05)          Recontar histórias ouvidas para produção de reconto escrito, tendo o professor como escriba.

(EI01EF06)          Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão.

(EI02EF06)          Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.

(EI03EF06)          Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social significativa.

(EI01EF07)          Conhecer e manipular materiais impressos e audiovisuais em diferentes portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet etc.).

(EI02EF07)          Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus usos sociais. 

(EI03EF07)          Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura.

(EI01EF08) Participar de situações de escuta de textos em diferentes gêneros textuais (poemas, fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.).

(EI02EF08) Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).

(EI03EF08) Selecionar livros e textos  de gêneros conhecidos para a leitura de um adulto e/ou  para sua própria leitura (partindo de seu repertório sobre esses textos, como a recuperação pela memória, pela leitura das ilustrações etc.).

(EI01EF09) Conhecer e manipular diferentes instrumentos e suportes de escrita.

(EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos.

(EI03EF09) Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por meio de escrita espontânea.


CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
Bebês (zero a 1 ano e  6 meses)

Crianças bem pequenas (1 ano  e 7 meses a 3 anos e 11 meses)

Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)

(EI01ET01)          Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura).

(EI02ET01)          Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades   dos objetos (textura, massa, tamanho).

(EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.

(EI01ET02)          Explorar relações de causa e efeito (transbordar, tingir, misturar, mover e remover etc.) na interação com o mundo físico.

(EI02ET02)          Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.).

(EI03ET02)          Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais.

(EI01ET03)          Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas.

(EI02ET03)                Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da instituição e fora dela.

(EI03ET03)          Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação.

(EI01ET04)          Manipular,   experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiências de deslocamentos de si e dos objetos.

(EI02ET04)          Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois).

(EI03ET04)          Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.

(EI01ET05) Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles.

(EI02ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).

(EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.

(EI01ET06) Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc.).

(EI02ET06)          Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar).

(EI03ET06)          Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da sua comunidade.


(EI02ET07)          Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos.

(EI03ET07)          Relacionar   números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência.

(EI02ET08) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).

(EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos.






[1] BRASIL. Emenda constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009. Diário Oficial da União, Brasília, 12 de novembro de 2009, Seção 1, p. 8. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc59.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017.

[2] BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Diário Oficial da União, Brasília, 18 de dezembro de 2009, Seção 1, p. 18. Disponível em: <http:// portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=2298-rceb00509&category_slug=dezembro-2009-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 23 mar. 2017.




[i] Disponível em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em 10 abril 2018)

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